Portfólio eletrônico destinado a registrar todos os conteúdos discutidos na disciplina TAE LP II.
30 de nov. de 2011
Você sabe reivindicar seus direitos?
Viram como precisamos trabalhar a oralidade em sala de aula?
Para que nossas crianças cresçam e saibam exercer sua cidadania, argumentando e exercitando a palavra de maneira educada, porém eficaz, assim como a professora Amanda fez no vídeo acima.
Tenho destacado esta questão aqui no blog por um motivo pessoal. Tenho muita dificuldade em lidar com as diferentes situações do cotidiano que exigem habilidades no discurso oral e acredito que isto é um reflexo da minha educação escolar tradicional.
Se quiserem ver mais a respeito deste assunto, cliquem aqui e aqui.
P.S. Nem preciso falar sobre o discurso dela...Pura verdade, não acham?
Educação e as novas tecnologias
Temos vivenciado na disciplina TAE LP II uma maneira diferente de utilizar as ferramentas tecnológicas: a utilização de um blog com reflexões pautadas nos conteúdos trabalhados (o que chamamos de portfólio eletrônico).
Então, quando vi este vídeo achei fundamental compartilhar com os demais alunos da disciplina.
Em menos de 3 minutos podemos refletir bastante sobre as práticas em sala de aula, não acham?!rs
Quer saber mais sobre portfólio eletrônico? Então, clique aqui.
Então, quando vi este vídeo achei fundamental compartilhar com os demais alunos da disciplina.
Em menos de 3 minutos podemos refletir bastante sobre as práticas em sala de aula, não acham?!rs
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29 de nov. de 2011
A oralidade em sala de aula
No último texto eu ressaltei a importância de trabalhar com a oralidade em sala de aula, algo sugerido pelos Parâmetros Curriculares Nacionais e também por Marcuschi. Este trabalho em sala de aula desenvolve na criança as habilidades necessárias para a vida em sociedade, como argumentar, discutir, apresentar ideias... Estas habilidades serão exigidas em diversas situações da vida como, por exemplo, uma entrevista de emprego ou no momento de exigir seus direitos.
Mas será que o aluno realmente tem oportunidade de se expressar no ambiente escolar? Vejamos na imagem abaixo algo que geralmente acontece nas salas de aula:
Acho que não preciso dizer mais nada, não é?! Está na hora de mudar este quadro e tudo começa por nós, futuros educadores!
Pensem nisso, ok? Beijos!
Mas será que o aluno realmente tem oportunidade de se expressar no ambiente escolar? Vejamos na imagem abaixo algo que geralmente acontece nas salas de aula:
Acho que não preciso dizer mais nada, não é?! Está na hora de mudar este quadro e tudo começa por nós, futuros educadores!
Pensem nisso, ok? Beijos!
O ensino de língua baseado em Marcuschi
Já vimos aqui um pouquinho sobre a teoria de Marcuschi. Hoje vamos aprofundar a questão do ensino de língua baseado nos gêneros textuais, como sugere o PCN e como é confirmado por Marcuschi no texto Produção textual, análise de gêneros e compreensão.
Segundo o autor, "os gêneros textuais são nossa forma de inserção, ação e controle social no dia-a-dia" (p. 161) e baseada nessa afirmação, me arrisco a dizer que eles são os mediadores da vida social. Nessa perspectiva, a língua é um sistema que permite a ação comunicativa, mas não é somente isso, pois já vimos aqui que os discursos não são neutros, eles atuam no controle da sociedade de maneira implícita. Justamente por isso devemos nos preocupar com o ensino de língua portuguesa: para desenvolver nos indivíduos as habilidades necessárias ao exercício da cidadania.
Sem dúvidas, não conseguiremos isso se basearmos nossa prática nos modelos tradicionais de ensino que preocupam-se apenas em ensinar os conteúdos fragmentados e técnicos, sem nenhuma relação com as necessidades concretas da vida em sociedade.
Como já vimos acima, devemos trabalhar a língua em sala de aula a partir dos gêneros textuais e para que isso ocorra de forma eficaz, precisamos compreender alguns conceitos como a noção de suporte.
E por que precisamos saber disso? Para sabermos diferenciar um do outro, por exemplo, o jornal não é um gênero, é um suporte. Além disso, podemos identificar o gênero a partir do suporte. Este podendo ser convencional (como livros e revistas) ou incidental (como embalagem, pára-choque de caminhão e roupas).
Marcuschi levanta a questão dos gêneros mais adequados para o trabalho em sala de aula e, ao analisar o PCN, critica a ideia de que há gêneros adequados para leitura e outros para a escrita. Por outro lado, ele concorda com o PCN ao afirmar que a escrita e a fala são complementares, sendo contrário às ideias de que a escrita representa graficamente a fala ou que estas se opõe. Na verdade, a oralidade e a escrita fazem parte do mesmo sistema da língua, apresentando algumas peculiaridades.
Segundo o autor, "os gêneros textuais são nossa forma de inserção, ação e controle social no dia-a-dia" (p. 161) e baseada nessa afirmação, me arrisco a dizer que eles são os mediadores da vida social. Nessa perspectiva, a língua é um sistema que permite a ação comunicativa, mas não é somente isso, pois já vimos aqui que os discursos não são neutros, eles atuam no controle da sociedade de maneira implícita. Justamente por isso devemos nos preocupar com o ensino de língua portuguesa: para desenvolver nos indivíduos as habilidades necessárias ao exercício da cidadania.
Sem dúvidas, não conseguiremos isso se basearmos nossa prática nos modelos tradicionais de ensino que preocupam-se apenas em ensinar os conteúdos fragmentados e técnicos, sem nenhuma relação com as necessidades concretas da vida em sociedade.
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| "A língua da escola: fragmentada" |
Como já vimos acima, devemos trabalhar a língua em sala de aula a partir dos gêneros textuais e para que isso ocorra de forma eficaz, precisamos compreender alguns conceitos como a noção de suporte.
Suporte é o veículo físico ou virtual com formato específico que materializa o texto.
E por que precisamos saber disso? Para sabermos diferenciar um do outro, por exemplo, o jornal não é um gênero, é um suporte. Além disso, podemos identificar o gênero a partir do suporte. Este podendo ser convencional (como livros e revistas) ou incidental (como embalagem, pára-choque de caminhão e roupas).
Marcuschi levanta a questão dos gêneros mais adequados para o trabalho em sala de aula e, ao analisar o PCN, critica a ideia de que há gêneros adequados para leitura e outros para a escrita. Por outro lado, ele concorda com o PCN ao afirmar que a escrita e a fala são complementares, sendo contrário às ideias de que a escrita representa graficamente a fala ou que estas se opõe. Na verdade, a oralidade e a escrita fazem parte do mesmo sistema da língua, apresentando algumas peculiaridades.
Estas não são as únicas relações que Marcuschi faz com o PCN. Ao longo de sua produção, ele realiza algumas críticas ao documento, uma delas em relação a indicação dos gêneros a serem trabalhados, como podemos ver no seguinte trecho: “Consideram-se apenas os gêneros com realização linguística mais formal e não os praticados nas atividades linguísticas cotidianas.” (p. 209) Além disso, estas sugestões trabalham mais com a leitura do que com a escrita.
E, afinal, o que o autor nos sugere para o processo de ensino-aprendizagem da língua? Ressaltando que a leitura do texto é indispensável, busco aqui apenas resumir algumas questões pertinentes.
Em primeiro lugar, devemos nos preocupar em trabalhar na sala de aula a linguagem adequada aos diversos contextos sociais, lembrando que os domínios discursivos influenciam nesta escolha. Dessa maneira, não devemos utilizar apenas os gêneros mais formais, mas também gêneros do cotidiano como telefonemas, conversações, cartas, bilhetes, receitas e etc. Convém destacar que esta visão de ensino tem sido trabalhada conosco desde o 1º semestre de 2011 na disciplina TAE LP.
Também devemos nos preocupar em trabalhar a oralidade, algo fundamental para a vida em sociedade, e valorizar a heterogeneidade cultural do país. Sobre este último, acrescento que uma prática docente culturalmente sensível é indispensável no ensino do respeito às diferenças.
Em sua produção, o autor também discute a relação dos gêneros com as novas tecnologias, aborda questões como a intergenericidade e a heterogeneidade tipológica, a relação da cultura com a utilização dos gêneros, dentre outras. Mas correndo o risco de transformar esta postagem num testamento, optei por não me aprofundar nestas questões.
24 de nov. de 2011
Um pouco sobre as avaliações
Este post destina-se a falar um pouquinho sobre as avaliações da educação básica, conhecidas como ANEB e Prova Brasil. Vejamos abaixo algumas características de cada uma:
1) ANEB
* realizado por amostragem;
* aplicado em escolas públicas e privadas, em região urbana e rural;
* aplicado aos alunos do 5º e 9º anos da educação básica e também aos alunos do 3º ano do ensino médio;
* os resultados são dados por unidade da federação, região e Brasil;
2) ANRESC (Prova Brasil)
* aplicado em todas as escolas que possuem, no mínimo, 20 alunos no ano avaliado, sendo, portanto, mais abrangente;
* aplicado somente em escolas públicas, em região urbana e rural;
* participam os alunos do 5º e 9º anos;
* resultados são dados por escola, município, unidade da federação e a nível nacional;
* influencia no IDEB;
* a elaboração da prova tem o foco nas habilidades de leitura e na resolução de problemas;
* cada ano de avaliação há metas a serem alcançadas;
* prova objetiva, mas com respostas não muito óbvias;
* resultado é dado numa escala de proficiência, conforme a imagem abaixo:
* Há alguns tópicos que são utilizados na avaliação: procedimentos de leitura, suporte/ gênero/ compreensão do texto, relação entre textos, coerência e coesão, relação entre recursos expressivos e efeitos de sentido, variação linguística.
Ambos acontecem a cada 2 anos e medem o desempenho cognitivo em apenas 2 disciplinas: português e matemática.
É importante que o professor não utilize essas avaliações como objetivo de suas aulas, evitando que estas se resumam a um treinamento. Entretanto, a escola deve se perceber nesta avaliação, ou seja, refletir a respeito dos resultados obtidos, buscando um diagnóstico de seus problemas e trabalhando para superá-los. Infelizmente, o que vemos com frequência são essas avaliações tornando-se apenas um aparato técnico, sem ser um objeto de reflexão pelos municípios e pelas escolas.
1) ANEB
* realizado por amostragem;
* aplicado em escolas públicas e privadas, em região urbana e rural;
* aplicado aos alunos do 5º e 9º anos da educação básica e também aos alunos do 3º ano do ensino médio;
* os resultados são dados por unidade da federação, região e Brasil;
2) ANRESC (Prova Brasil)
* aplicado em todas as escolas que possuem, no mínimo, 20 alunos no ano avaliado, sendo, portanto, mais abrangente;
* aplicado somente em escolas públicas, em região urbana e rural;
* participam os alunos do 5º e 9º anos;
* resultados são dados por escola, município, unidade da federação e a nível nacional;
* influencia no IDEB;
* a elaboração da prova tem o foco nas habilidades de leitura e na resolução de problemas;
* cada ano de avaliação há metas a serem alcançadas;
* prova objetiva, mas com respostas não muito óbvias;
* resultado é dado numa escala de proficiência, conforme a imagem abaixo:
* Há alguns tópicos que são utilizados na avaliação: procedimentos de leitura, suporte/ gênero/ compreensão do texto, relação entre textos, coerência e coesão, relação entre recursos expressivos e efeitos de sentido, variação linguística.
Ambos acontecem a cada 2 anos e medem o desempenho cognitivo em apenas 2 disciplinas: português e matemática.
É importante que o professor não utilize essas avaliações como objetivo de suas aulas, evitando que estas se resumam a um treinamento. Entretanto, a escola deve se perceber nesta avaliação, ou seja, refletir a respeito dos resultados obtidos, buscando um diagnóstico de seus problemas e trabalhando para superá-los. Infelizmente, o que vemos com frequência são essas avaliações tornando-se apenas um aparato técnico, sem ser um objeto de reflexão pelos municípios e pelas escolas.
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