11 de dez. de 2011

Chegou ao fim?


Dezembro chegou, o Natal se aproxima e mais um período se encerra... Quando analiso não só este período, como todo este ano, penso em vitória. Foram tantos obstáculos, tantos acontecimentos, lutas, desafios...E eu consegui! Mesmo por muitas vezes pensando em desistir...

Neste semestre, em específico, tive o desafio de vivenciar a avaliação formativa através deste blog. Meu medo inicial foi de não conseguir fazer as postagens, de não ter tempo...E realmente, por diversos motivos pessoais, muitas vezes tive dificuldades em cumprir os prazos. Mesmo assim, eu as fiz!

E não só fiz todas as postagens, como aprendi muito com as leituras propostas na disciplina e com tudo o que produzi aqui. Confesso que o conceito de gêneros textuais foi algo totalmente novo para mim, nunca tinha ouvido falar sobre antes de ler Marcuschi. E também pude refletir muito sobre o ensino de língua, sobre como ensinar e para que ensinar... PARA FORMARMOS CIDADÃOS!

Acrescento que achei a confecção deste portfólio bem menos estressante do que aqueles tradicionais trabalhos acadêmicos de final de semestre que tiram nossas noites de sono. Ou seja, foi uma experiência menos cansativa sem deixar de contribuir (e muito!) para a minha formação.

Agradeço a todos que me deram forças para continuar e ao professor Ivan que nos proporcionou esta experiência!

Analisando um livro didático

Quando fiz a leitura do texto de Irandé Antunes - Refletindo sobre a prática da Aula de Português - pude realmente refletir sobre a prática do professor em sala de aula. Para mim, a autora levanta questões muito pertinentes sobre o tema e destaco o seguinte trecho:

"[...] já está na boca de muitos a crítica de que a escola não estimula a formação de leitores, não deixa os alunos capazes de ler e entender manuais, relatórios, códigos, instruções, poemas, crônicas, resumos, gráficos, tabelas, artigos, editoriais e muitos outros materiais escritos. Também não deixa os alunos capazes de produzir por escrito esses materiais." (ANTUNES, 2003, p. 15)

Onde está a funcionalidade social da língua dentro da sala de aula? Nós não deveríamos educar para a vida? E o que é educar para a vida? Para mim, significa tornar o indivíduo capaz de ser um cidadão, ler os textos do cotidiano e aqueles mais complexos também (e saber escrevê-los quando necessário), mas também trabalhar a oralidade em diferentes contextos...Enfim, tornar o indivíduo capaz de participar das diferentes situações da vida.



Analisei o livro Língua Portuguesa e Inglês do 7º ano, que faz parte do sistema de ensino GPI. Ele é dividido em 4 livros ao longo do ano.

* O livro 1 da parte de português contém 4 unidades:
Introdução - fala sobre o ato de comunicar e as diferentes linguagens;

Mudanças e a evolução do homem (que trata dos verbos, advérbio e pontuação);

O homem e suas evoluções (que trata da semântica, acentuação, ortografia e preposição);

Unidade de revisão;

* O livro 2 da parte de português contém 2 unidades:
O homem e a amizade (que trata da conjunção, interjeição e acentuação);

O homem e o amor (que trata da ortografia, frase, oração, período simples, período composto, sujeito e predicado);

* O livro 3 também tem 2 unidades:
O homem sendo jovem (conteúdos: sujeito simples, sujeito composto, vozes verbais, agente da passiva, sujeito indeterminado);

O homem sendo adulto (palavra SE, oração sem sujeito);

* O livro 4, por fim, tem 2 unidades:
O homem e seus sonhos (conteúdos: concordância verbal e nominal, predicativo do sujeito, predicado nominal, predicado verbal);

O homem e a realidade (predicado verbo-nominal, predicativo do objeto, objeto direto, objeto indireto);

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O que observamos acima é o ensino da língua portuguesa centrado nos conteúdos técnicos e fragmentados da língua e ensinados a partir de temas (que são os que nomeiam as unidades). Há a presença de gêneros, mas poucos são aqueles usados no cotidiano. Mas não podemos apenas criticar negativamente o livro, pois o ensino a partir de temas contextualiza o ensino, não fica um conteúdo totalmente "solto". Além disso, há exercícios de interpretação de textos, outros de produção textual e a maioria dos exercícios propostos são elaborados a partir de algum gênero textual.

Enfim, como Antunes afirma, há sinais de mudança...